Todos os dias no caminho casa-escritório-casa lembro-me de um monte de coisas que gostava de contar.
Desculpem, mas é da minha natureza! Aqui gosto de olhar mais, ver quem passa, como se vestem, o que dizem. Levanto os olhos e entre uma passagem fugaz e outra mais lenta, fixo-me nos edifícios. Quando há mais tempo, cerro os olhos para imaginar, para perceber o pretexto e a motivação destes traços modernos, que na maior parte dos casos estão camuflados com colagens feitas com “cuspo”.
Então é assim, hoje falo de olhos postos na rua.
Na rua acontece tudo. Passam zungueiras – mulheres vendedoras – com alguidares de fruta na cabeça, enquanto outras conversam sentadas no chão, de pernas esticadas, passam zungueiras de cabeça erguida transportando os bebés nas costas. São muitas e só por percorrerem, de certo, alguns kilómetros por dia, de costas direitas e rabo espetado, vale a pena dizer que são valentes!
Vejo homens vestidos a preceito com animadas gravatas a acabar no segundo botão da camisa num fato bege clarinho. Passeiam-se contentes e fanfarrões, como se vestissem o último grito da moda. Por cá, parecem ser mesmo essas as tendências.
Na rua ouvimos falar alto, gritar, berrar. Na estrada, eles fazem uso exaustivo da buzina do carro e põem as colunas áudio a vibrar com a kizomba. Mais do que tudo não conseguem respeitar uma fila única, agem naturalmente fora da lei e isso é que nos faz perder a cabeça.
Desculpem, mas é da minha natureza! Aqui gosto de olhar mais, ver quem passa, como se vestem, o que dizem. Levanto os olhos e entre uma passagem fugaz e outra mais lenta, fixo-me nos edifícios. Quando há mais tempo, cerro os olhos para imaginar, para perceber o pretexto e a motivação destes traços modernos, que na maior parte dos casos estão camuflados com colagens feitas com “cuspo”.
Então é assim, hoje falo de olhos postos na rua.
Na rua acontece tudo. Passam zungueiras – mulheres vendedoras – com alguidares de fruta na cabeça, enquanto outras conversam sentadas no chão, de pernas esticadas, passam zungueiras de cabeça erguida transportando os bebés nas costas. São muitas e só por percorrerem, de certo, alguns kilómetros por dia, de costas direitas e rabo espetado, vale a pena dizer que são valentes!
Vejo homens vestidos a preceito com animadas gravatas a acabar no segundo botão da camisa num fato bege clarinho. Passeiam-se contentes e fanfarrões, como se vestissem o último grito da moda. Por cá, parecem ser mesmo essas as tendências.
Na rua ouvimos falar alto, gritar, berrar. Na estrada, eles fazem uso exaustivo da buzina do carro e põem as colunas áudio a vibrar com a kizomba. Mais do que tudo não conseguem respeitar uma fila única, agem naturalmente fora da lei e isso é que nos faz perder a cabeça.
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