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31 outubro 2011

o Sábado no Clube

Em Luanda, é o local de eleição do JP.

O Clube Naval era ou ainda é, às vezes, o local do after work das sextas-feiras. É um clube simpático, despretensioso e onde podemos beber uns copos, picar um choco frito, comer umas quitetas ou experimentar o peixe do dia.

Hoje viemos almoçar, olhar a baía, assistir ao trânsito dos barcos e fora da confusão da ilha, relaxar.



A nossa primeira viagem de barco

No Domingo, 30 de Outubro 2011, aproveitamos o sol e fomos dar uma voltinha no barco. Nunca perdemos a vista de terra e vimos a cidade do outro lado. Que linda é, esta baía de Luanda!


na marina do clube naval

António e Su nos comandos antes da largada


JP a controlar tudo



Hotel Panorama


A nossa primeira viagem de barco

as aulas de vela





O antigo Hotel Panorama, na Ilha




ao fundo o Banco Nacional de Angola e o edifício do BPC




O marinheiro JP e o ajudante de mar, o António


14 outubro 2011

Bom fim-de-semana!

Hoje é sexta feira!

Ficamos por casa...bem, por Luanda. Já temos uns bons programas alinhavados com os nossos amigos. Podemos ver filmes, comer pipocas, fazer um bolo e aproveitar todos os minutos para estar com o nosso António. Não conseguimos resistir-lhe, é a nossa maior companhia!


Para a semana conto tudo.

Bom fim-de-semana!

26 setembro 2011

Uma carta para a Dona Susana

No dia 22 de Setembro recebi esta carta:



19 setembro 2011

Visita ao Orfanato Mama Muxima

Hoje, é Domingo! Finalmente vamos visitar o Orfanato "Mama Muxima".

Aqui mora a Júlia, a bábá do António, e vivem mais de cem crianças, dos 3 aos 22 anos. É casa, é escola, é recreio... é uma grande família e mais do que tudo, aqui todos recebem um coração de mãe (significado de Mama Muxima em Kimbundu).

As Irmãs são exemplares, transparecem bondade e estruturam aquelas vidas com uma educação rigorosa e com os melhores princípios para a construção de uma vida "lá fora".

Para nós e para o António foi uma experiência inesquecível! Enquanto eu e a avó Margarida falávamos com a irmã Catarina, a Júlia pegou no António e levou-o até ao refeitório onde estavam as crianças a almoçar. O JP registou o momento e diz que foi a excitação total. A sala agitou entre gritos pelo António, sorrisos e muita euforia...parece que tinha chegado o Rei.

Depois, cá fora no pátio juntamo-nos todos. Foi hilariante!

Prometemos voltar e ajudar porque não conseguimos tirar da cabeça os instantes ali vividos.

As crianças com as irmãs Catarina, Lalé e Teresa



A Júlia, à direita, não podia estar mais orgulhosa

20 outubro 2010

No Bairro Azul

Bem- vindos à nossa nova casinha, no Bairro Azul em Luanda
Tal como
"No bairro do Amor
a vida é um carrossel
onde há sempre lugar para mais alguém
o bairro do amor foi feito a lápis de cor
..."

Lavámos a cara, maquilhámos e fizemos umas mini-alterações e assim ficou a nossa casa!


Com 3 demãos, 2 latas de tinta com cor feita à medida, 2 pincéis e alguma ginástica, lá consegui pintar todos os móveis que me apareceram à vista no quarto de visitas (são tantas tantas, que caprichei!)



A casa de banho com janela. Muita luz matinal

No Bairro Azul

O Nosso Quarto






A "mega" sala

Entrada... ganhámos luz, muita luz!

23 agosto 2010

No Bairro Azul

o "aparador" de entrada


da sala de jantar p/ a cozinha

a vista das traseiras... bahhhh
mas vamos transformar esta pátio num lugar simpático e tropical


o dia a dia: lava roupa estende roupa


o anexo, a máquina de lavar roupa e a casa de banho da Inês

27 julho 2010

Visita Oficial a Angola

O Nosso Estimado Presidente ACS viajou até Angola e na passada 3ªfeira (20/07/2010) encontrou-se com a comunidade portuguesa. Nós não perdemos a ocasião e fomos apanhados na câmara presidencial

João, um cumprimento para a história, hein?!

10 setembro 2009

Comissão de Moradores

Dia 10 de Setembro pelas 19.30h reúne, no parque de estacionamento, a Comissão de Moradores do prédio Maria Julieta, na Rua Major Kanhangulo, 58, Luanda.
O morador do oitavo, Sr. João Silva apresentou-se de mochila ás costas e participou calado nas não-resoluções, enquanto sua dama tirava fotografias em vez de estar no debate.

A reunião fez-se de pé, em rodinha bem formada e ao ar livre, debateram-se temas como: cocos dos cães, estacionamento das viaturas, retirada dos geradores e tantos outros

Cá está o Jp

Entretanto um dos vizinhos decidiu sair e a roda desmancha-se por instantes

as manobras provocam dispersão...


e ele despede-se com um "o que vocês decidirem está decidido". E mais nada!!

07 setembro 2009

Nunca se sabe quando será a próxima oportunidade

Escrevo este post à saída do duche. Acabo de tomar consciência que é mesmo isto que me passa pela cabeça todas as manhãs. Hoje o banho é de noite porque amanhã não sabemos se há água.
Aqui, em Angola, a água assume ainda mais o seu valioso papel. É indescritível o valor que lhe passamos a dar. Quando não há, mesmo que contaminada, e as garrafas deixem de nos dar suporte, é o desespero! ...e quando essa falta se prolonga durante dias, aí é a morte do artista!
Ao fim de uma semana, hoje voltamos a ver a água a sair pela torneira.

12 novembro 2008

Porto de Luanda do Miramar

Os "Caricas" caíram aqui, nem sei como!...bem já que cá estão passo a apresentar os
vencedores do torneio de caricas realizado na praia de Cabo Ledo.
Ganhou o 1º lugar o Miguel "Caricas", a prata foi atribuída à dupla Ricardo e Diogo
e o bronze levou o Padrinho!

30 outubro 2008

De olhos postos na rua

Todos os dias no caminho casa-escritório-casa lembro-me de um monte de coisas que gostava de contar.
Desculpem, mas é da minha natureza! Aqui gosto de olhar mais, ver quem passa, como se vestem, o que dizem. Levanto os olhos e entre uma passagem fugaz e outra mais lenta, fixo-me nos edifícios. Quando há mais tempo, cerro os olhos para imaginar, para perceber o pretexto e a motivação destes traços modernos, que na maior parte dos casos estão camuflados com colagens feitas com “cuspo”.


Então é assim, hoje falo de olhos postos na rua.

Na rua acontece tudo. Passam zungueiras – mulheres vendedoras – com alguidares de fruta na cabeça, enquanto outras conversam sentadas no chão, de pernas esticadas, passam zungueiras de cabeça erguida transportando os bebés nas costas. São muitas e só por percorrerem, de certo, alguns kilómetros por dia, de costas direitas e rabo espetado, vale a pena dizer que são valentes!
Vejo homens vestidos a preceito com animadas gravatas a acabar no segundo botão da camisa num fato bege clarinho. Passeiam-se contentes e fanfarrões, como se vestissem o último grito da moda. Por cá, parecem ser mesmo essas as tendências.
Na rua ouvimos falar alto, gritar, berrar. Na estrada, eles fazem uso exaustivo da buzina do carro e põem as colunas áudio a vibrar com a kizomba. Mais do que tudo não conseguem respeitar uma fila única, agem naturalmente fora da lei e isso é que nos faz perder a cabeça.

14 outubro 2008

Luanda, a cores





Volta pela Ilha em tempo de Eleições

Na semana das eleições a cidade estava mais concentrada nesse grande acontecimento do que em qualquer outra coisa do dia-a-dia. Afinal 16 anos depois do último escrutínio, os angolanos despertavam agora para os grandes sinais de mudança do seu país. Repetiam-se bandeiras, cartazes, gritos e comícios. No dia 3, ante-véspera das eleições, parou tudo. Havia sido dada, pela rádio e bem cedo, o anúncio de tolerância de ponte. Era sinal de faltar ao trabalho, com permissão, de ouvir os últimos discursos e gritar! De certo que se juntaram multidões, a cidade estava estranhamente calma, como nunca vi…eu regressei a Lisboa, mas estou de volta em breve. Dia 5 é para vencer, Boa sorte Angola!




15 agosto 2008

Porto de Luanda by night

Depois da bola, fomos até ao Porto de Luanda. Devo confessar que, de tanto ouvir falar, tinha muita curiosidade de conhecer. O João Pedro tinha que ir lá inspeccionar os “seus homens”, ver o navio a operar e impor autoridade, se não aquilo não avança.
Parece que entramos numa mini-cidade. Há ruas, há construções feitas de contentores que sobem em altura a cada dia que passa e há pessoas a circular, a manobrar máquinas e a dormir. E aí é que está “the point”. Os “homens” que deveriam estar a trabalhar estavam a dormir. O chefe João apertou com eles e chamou-os ao escritório no dia seguinte. Eu fiquei a fotografar aquilo que conseguia ver e prometo que a próxima reportagem será de dia. Vale a pena conhecer o tão famoso Porto de Luanda.