27 julho 2010

Lua de Melinho

Sobre a nossa lua de melinho... Finalmente chegou a hora de contar.
Saímos de Lisboa dois dias depois do nosso casamento, de lágrimas nos olhos mas, cheios de vontade de voltar a África, de fazer a nossa viagem de sonho, naquele continente.
Diz quem já cá viveu, quem por aqui passou, quem por algum momento experimentou, que não há viagem que desperte paixão tão intensa quanto a África
Nós escolhemos esta Terra para marcar a nossa vida.
Durante 3 semanas desvendámos uma pequenina parte deste enorme continente. Comecámos a aventura nas Cascatas de Victoria, no Zimbabwe, junto à fronteira com a Zambia.

Do famoso e colonial Victoria Falls Hotel, conseguíamos ver a ponte de Victoria.
Estivemos bem perto, percebemos aquele deslumbramento, não testamos mas demos conta da força da água. Sobrevoamos de helicóptero e daí tivemos a percepção da brutalidade e invulgaridade daquele lugar.
Passados dois dias seguimos até ao Botswana. Passadas duas horas estavamos no aeroporto da cidade de Maun. Organizámos a bagagem e esperámos a avioneta que nos levaria até ao Delta do Okavango.
Magnífico!
As expectativas eram altas, muito altas e acreditávamos que iriamos ter experiências únicas.
Durante 7 dias, repartidos em 3 camps de luxo com transfer em mini avionetas, vimos muitos animais e vimos o que nunca tínhamos visto: leões, leopardos, chitas. Estivemos bem perto, de respiração contida e com o coração a acelerar presenciamos momentos inesquecíveis.
Despedimo-nos do Botswana e aterrámos na África do Sul, em Cape Town.
Já conhecíamos, já repetimos, mas gostamos tanto que temos sempre vontade de voltar.
Desta vez, ficámos em Cape Town uns dias e depois seguímos estrada fora, pela famosa Garden Route, até Port Elizabeth.
Possivelmente é das mais belas estradas costeiras de todo o continente africano. Mas, sem dúvida, que não é das mais belas estradas que já percorremos...Estavámos sempre à espera de algo surpreendente que custou em aparecer.
Percorremos mais de 1000 Km, passámos por várias praias, vilas pescatórias, por entre montanhas e campos mais abertos. Chegámos a Jeffreys Bay à procura das ondas perfeitas que nem essas se fizeram rogar.
Fizemos a viagem que queríamos e mesmo não sendo surpreendente, aproveitamos cada momento de felicidade.
Depois destes últimos 12 dias despedimo-nos em Joannesburg. Eu regressei a Angola e ele a Portugal.
Final que não estava nem escrito, nem previsto... Porque naqueles dias só eu podia entrar em Angola.
Mesmo assim fizemos mais uma grande viagem!

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