12 agosto 2008

Fds em Benguela

A Teresa faz anos hoje (1.Ago): este foi o pretexto para a ida a Benguela. Que boa ideia!
Desta vez éramos “os 7”: Eu, o Jp, a Teresa, o Miguel, o Pedro, A Sofia e o Miguel “Ken”, e foi do melhor!!!
Chegámos ao aeroporto da Catumbela e já sentíamos diferença para Luanda. O ambiente era calmo, tranquilo e aparentemente mais limpo…Uau!
Chegámos à Colina das Estrelas, na Catumbela. O nome assenta-lhe bem, eu diria mais: cinco estrelas! Aqui, do alto do monte, dos bungalows onde iríamos ficar, víamos o rio, a linha de comboio, a estrada que liga Benguela ao Lobito, víamos o musseque, muitas palmeiras e bananeiras. Tudo isto em 360 graus. Inesquecível!
Fomos ao Dombe Grande. Durante a viagem alternava ora paisagem seca e árida, ora oásis de bananeiras. Passámos por crianças aos saltos na rua, vimos roupa estendida sobre a terra ao longo do rio, mulheres a vender bananas e vimos o mercado agitado da aldeia. Chegámos à terra que em tempos foi a mãe da indústria açucareira. Chegámos à fábrica, passámos nas antigas casas das pessoas que ali viviam e trabalhavam e ficámos convencidos pela beleza daquele lugar, num misto entre o orgulho luso-colonial e o desgosto do abandono. Fizemos um pic-nic na praia deserta de Cuio. Ouvimos música, tirámos fotos, bebemos champagne e comemos salmão fumado, estávamos em alta! Voltámos para Benguela, demos uma volta passando pela casa do governador e preparamo-nos para a festa que tínhamos à noite. Fomos surpreendidos. E sem percebermos como, estávamos numa festa de aniversário de uma menina de 8 anos. Conseguem imaginar o espanto e a risota geral?! Haviam balões, flores de cartão, croquetes, chupa-chups e muita música da xuxa, No início pareceu-nos estranho... depois fizemos a festa!
Depois “Xirinawa” ao melhor ritmo africano. Muita kizomba, produção feminina, uma garrafa de gin e a maior diversão!!!!
No domingo, voltámos à capital. Lá teve que ser. Ficávamos mais uns dias, na maior!
…Soube tão bem este fim-de-semana. Obrigada, em especial, às “PC’s” pela excelente organização e pela boa companhia!


Su, Sof e Teresa

A vista do nosso bungalow, ao por do sol


Não chegámos de train mas vale bem a pena este registo

Benguela






Benguela



Comício do MPLA à saída de Benguela




Benguela






Benguela






Benguela






Benguela






05 agosto 2008

As histórias e os episódios estrambólicos repetem-se todos os dias. E não é que nos encham sempre o coração, mas fortalece-o e dá resistência.
Ás vezes até gostamos de poder vive-los, apetecia só que fosse menos vezes para poder ser melhor. Estamos ainda no início.
O facto de não termos luz e água, por regra, uma vez por semana já faz parte.
O facto de sentir a catinga entrar na nossa casa, também já é habitual.
O facto do nosso motorista dispensar o salário para o mês seguinte porque senão não se controla e gasta tudo, é o êxtase da semana.
Todas as semanas juntamos um monte de cenas para contar. E acho que é isso que faz grande parte da experiência por cá.
Para quem já viveu em terras africanas sabe e eu também já sinto que os amigos são para a vida; que a resistência aos nervos aumenta; que o sentido prático fica com certeza apurado; que despertamos emoções em sentidos opostos, ora somos duros ora damos a mão.
Claro que preferimos o conforto da nossa casa e o reconforto da nossa família e dos amigos. Claro que preferimos andar de carro de janelas abertas sem sentir que de repente ficamos invadidos por uma nuvem de pó.
Sentimos falta do silêncio. Sentimos saudades do bacalhau com natas preparado pela nossa mãe. Sentimos falta de passear na rua, da nossa cidade. Mas se quisermos imaginar que estamos numa cidade cosmopolita, civilizada, controlada, com arranha-céus e ruas limpas, vamos até à ilha e voltamo-nos para a baía. Só tem é que ser de noite.
O trabalho ameaça melhorar e ganhar interessantes proporções. O estilo e o ritmo são diferentes; mais veloz pelo nosso lado e mais lento pelos de cá, e é essa tensão que é difícil controlar, mas que dá pica.
Os fins-de-semana sabem a férias e são muito intensos.
E os amigos são num abrir e fechar de olhos, os melhores!

04 agosto 2008

Despedida dos solteiros Inês e Beto | part 1

Juntámos os noivos, lançámos confetis e fizemos a festa! Foi demais!
Durante a semana preparamos tudo. Trocámos mails, comprámos brindes-surpresa e mantivemos segredo. A Inês e o Beto não podiam saber de nada. a Fifi organizou a logística, o Miguel “Ken” produziu o filme, O Gonçalo Osório e o Pássaro andaram também nas filmagens, A Rute “Madrinha” desencantou um véu, as miúdas montaram o kit para a noiva e os miúdos para o noivo.
No sábado uns ainda foram a Cabo Ledo, outros foram directos para o “Bruce”. Jantámos e só com o aviso de que havia uma surpresa, conseguimos manter a Inês de pé. Depois, ficou imparável!
Vestimos os noivos, vimos o filme com a lágrima no canto do olho, rimos, muito muito e até chegámos às alianças. Jogámos ao “onde está a princesa? E o príncipe?”, brindámos, kizombámos, bebemos um bocado…foi demais!


Despedida dos solteiros Inês e Beto | part 2





Despedida dos solteiros Inês e Beto | part 3






Despedida dos solteiros Inês e Beto | part 4